Viajar com um cão idoso pode ser um momento muito especial para toda a família, mas convém preparar tudo com um pouco mais de calma. Com a idade, é normal que o cão se canse mais facilmente, tenha menos mobilidade, veja ou ouça pior, ou reaja de forma diferente ao calor, ao frio e às mudanças de rotina.
Se a viagem for para fora do país, há ainda outro ponto importante: a documentação. Para circular na União Europeia, os cães devem estar identificados com microchip — ou tatuagem feita antes de 03/07/2011 — ter a vacina da raiva válida e viajar com passaporte europeu, tal como indica o Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação de Espanha.Antes de preparar malas, bilhetes e alojamento, pense primeiro no conforto do seu companheiro. Uma boa transportadora para cães ou um sistema de retenção adequado ao carro pode fazer uma grande diferença, sobretudo se o cão tem dores articulares, cansaço fácil ou ansiedade em deslocações.
A Kiwoko dispõe de opções de viagem para diferentes portes, incluindo transportadoras clássicas, modelos adequados para avião e soluções para automóvel.
O que deve saber antes de viajar com um cão sénior
Antes de viajar com um cão sénior, confirme se a deslocação é adequada para ele. Alguns cães idosos continuam tranquilos e curiosos fora de casa, mas outros podem cansar-se mais depressa, sentir desconforto ou ficar ansiosos com mudanças de rotina.
O ideal é marcar uma consulta no veterinário antes da viagem, especialmente se o cão tem problemas cardíacos, respiratórios, articulares, renais ou alguma doença crónica. O veterinário poderá confirmar se está apto para viajar, rever a medicação e dar recomendações sobre enjoo, alimentação, hidratação e pausas.
Se a viagem for para fora de Portugal, verifique também a documentação com antecedência. Para deslocações dentro da União Europeia, consulte as orientações da DGAV sobre viajar com animais de companhia na Europa. Regra geral, o cão deve estar identificado com microchip, ter a vacina antirrábica válida e viajar com Passaporte de Animal de Companhia.
Se o destino for fora da União Europeia, os requisitos podem variar consoante o país. Nestes casos, confirme a informação da DGAV sobre entrada em Portugal de cães e gatos a partir de países fora da UE, especialmente se houver regresso a Portugal depois da viagem.
Antes de fechar a reserva, reveja estes pontos:
| O que rever antes da viagem | Porque é importante |
| Consulta veterinária | Ajuda a confirmar se o cão está preparado para viajar. |
| Medicação habitual | Evita esquecimentos e mantém a rotina do cão. |
| Vacinas e documentação | Pode ser obrigatório em viagens internacionais ou em certos transportes. |
| Meio de transporte | Deve adaptar-se à idade, mobilidade e nível de stress do cão. |
| Pausas no trajeto | Permitem beber água, urinar e aliviar a rigidez articular. |
| Clínicas no destino | Facilitam uma resposta rápida em caso de imprevisto. |
Como preparar o seu cão idoso para uma viagem sem stress
A preparação deve começar alguns dias antes, sobretudo se o cão não está habituado a viajar. A ideia é que tudo lhe pareça mais familiar e previsível.
Deixe a transportadora, a manta ou o arnês de segurança num local da casa onde ele se sinta bem. Deixe-o cheirar, entrar e sair ao seu ritmo. Pode colocar lá dentro uma manta com o cheiro de casa e dar pequenos prémios quando ele se aproxima, para criar uma associação positiva.
Se vai viajar de carro, faça antes alguns trajetos curtos. Cinco ou dez minutos podem ser suficientes para perceber se o cão fica enjoado, nervoso ou desconfortável. Depois, aumente o tempo aos poucos, sempre sem forçar.
Na véspera, mantenha a rotina o mais normal possível. Evite refeições diferentes, passeios demasiado longos ou mudanças bruscas de horários. No dia da viagem, ofereça uma refeição leve algumas horas antes da partida, salvo indicação contrária do veterinário, e tenha sempre água fresca disponível.
Prepare também uma pequena mala para o cão com o essencial: documentação, medicação, alimento habitual, água, comedouro ou bebedouro, sacos higiénicos, toalhitas, manta e algum brinquedo familiar. Se toma medicação crónica, leve uma quantidade extra para imprevistos.
Estes acessórios são muito práticos para oferecer água ou alimento nas paragens, sem alterar demasiado a rotina do cão durante o percurso. Em viagens longas, ajudam a manter tudo mais organizado e tornam as pausas mais simples e confortáveis para o cão.
Por fim, guarde contactos de clínicas veterinárias próximas do destino. Provavelmente não vai precisar, mas dá mais tranquilidade.
Dicas para viagens longas de carro com um cão sénior
O carro costuma ser uma das opções mais práticas para viajar com um cão idoso, porque permite controlar melhor as paragens, a temperatura e o ritmo da viagem. Ainda assim, a segurança deve vir sempre em primeiro lugar.
O cão não deve viajar solto no veículo. Use uma transportadora adequada, uma caixa de transporte bem colocada ou um peitoral de segurança preso ao cinto. Evite prendê-lo pela coleira, pois uma travagem brusca pode magoar o pescoço. Pode ver mais dicas neste artigo da Kiwoko sobre como transportar um cão de forma segura.
Planeie paragens regulares, de preferência a cada duas horas. Um cão sénior pode precisar de beber água, urinar, esticar as patas e aliviar a rigidez das articulações. Se tem artrose ou mobilidade reduzida, escolha zonas com piso seguro e caminhe com calma.
Mantenha a temperatura do carro agradável e estável. Evite calor excessivo, correntes de ar diretas e ar condicionado apontado para o focinho. E nunca deixe o cão sozinho dentro do carro, mesmo por pouco tempo.
Se tem dificuldade em entrar ou sair do veículo, use uma rampa ou ajude-o com cuidado, apoiando o peito e a parte traseira. Para viagens longas, prefira horários mais frescos, sobretudo no verão, e evite percursos muito sinuosos sempre que possível.
Viajar com um cão sénior no comboio: requisitos e recomendações
O comboio pode ser uma boa opção para alguns cães idosos, porque evita o trânsito e costuma proporcionar uma viagem mais estável do que o carro. Ainda assim, é importante lembrar que as estações podem ser movimentadas e que o cão terá de lidar com ruídos, pessoas desconhecidas e regras específicas de transporte.
Segundo a CP, é permitido viajar com animais de companhia, mas as condições podem variar conforme o tipo de comboio e a forma como o cão viaja. Pode consultar a informação geral da CP sobre animais no comboio e as regras atualizadas para viajar com animais. Em alguns casos, se o cão for em transportadora, o transporte pode ser gratuito; se viajar fora dela, pode ser necessário bilhete próprio, trela e açaime.
Para aprofundar este tema, veja também o artigo da Kiwoko sobre regras para viajar de comboio com o seu cão.
Se o seu cão precisar de usar açaime, escolha um modelo confortável, de preferência tipo cesto, que lhe permita abrir a boca, arfar e beber água. Isto é especialmente importante em cães seniores, que podem ter menos tolerância ao calor ou ao stress.
No momento do embarque, tenha atenção ao espaço entre a plataforma e a carruagem. Um cão com mobilidade reduzida pode hesitar, escorregar ou precisar de ajuda. Apoie-o com calma, sem puxões, e peça ajuda a um acompanhante, se necessário. Para tornar a viagem mais confortável, leve uma manta ou tapete antiderrapante para colocar no chão.
Viajar com um cão sénior de avião: o que deve ter em conta
O avião é, muitas vezes, o meio de transporte mais exigente para um cão sénior. Há ruído, tempos de espera, controlo de segurança, mudanças de pressão e, em alguns casos, a possibilidade de viajar separado do tutor. Tudo isto pode ser difícil para cães idosos, sobretudo se têm problemas cardíacos, respiratórios, ansiedade ou pouca mobilidade.
Antes de reservar, fale com o veterinário. Peça uma avaliação geral e confirme se o voo é uma boa opção para o seu cão. Em alguns casos, pode ser mais aconselhável escolher outro meio de transporte ou deixá-lo ao cuidado de alguém de confiança.
Também deve confirmar diretamente as regras da companhia aérea. O Aeroporto de Lisboa explica que nem todas as companhias permitem viajar com animais, exceto cães-guia, e que cada uma pode definir critérios próprios de tamanho, peso, espécie, raça, taxas e local de transporte. Normalmente, cães pequenos podem viajar na cabine, enquanto cães de médio ou grande porte podem ter de viajar no porão. Consulte a informação do Aeroporto de Lisboa sobre viajar com animais antes de preparar a viagem.
| Pode ver também o artigo da Kiwoko sobre companhias aéreas que permitem viajar com cães na cabine, mas confirme sempre os dados com a companhia aérea, porque as regras podem mudar. |
A transportadora deve cumprir os requisitos da companhia e permitir que o cão fique de pé, se vire e se deite numa posição natural. Se viajar no porão, escolha um modelo resistente, bem ventilado e adequado ao seu tamanho.
Evite dar sedativos sem indicação veterinária. Em cães idosos, alguns medicamentos podem afetar a respiração, o equilíbrio ou a pressão arterial. Nunca medique por iniciativa própria.
Se o voo for inevitável, prefira rotas diretas, evite escalas longas e escolha horários com temperaturas mais amenas. Confirme também documentação, vacinas e requisitos do destino com antecedência.
Viajar com um cão sénior é possível, mas deve ser uma decisão bem pensada. Com preparação, acompanhamento veterinário e escolha responsável do transporte, a deslocação pode ser mais tranquila para todos. E se o plano incluir mar ou ferry, pode consultar o guia da Kiwoko sobre viajar de barco com cães.
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