Quando falamos de vida selvagem, referimo‑nos a toda a flora e fauna que habitam o planeta. Tanto as plantas espontâneas como os animais selvagens desempenham um papel determinante para alcançar o desenvolvimento sustentável, um fator essencial para garantir a própria sobrevivência humana na Terra. Reconhecendo o valor incalculável desta contribuição, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 3 de março como Dia Mundial da Vida Selvagem.
Esta data pretende destacar a importância da biodiversidade e sensibilizar a população para a necessidade urgente da sua conservação. Por isso, vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável promovidos pela ONU incentivam o combate aos crimes ambientais e a proteção dos ecossistemas.
Origem do Dia Mundial da Vida Selvagem
Como referido, foi a Assembleia Geral da ONU que, em 2013, estabeleceu o dia 3 de março como Dia Mundial da Natureza, em homenagem à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES), aprovada em 1973.
“Este dia permite celebrar a beleza e a diversidade da flora e fauna selvagens, bem como criar consciência sobre os inúmeros benefícios que a conservação destas formas de vida traz à humanidade.” - ONU
Para celebrar uma data tão importante, todos os anos é proposto um tema diferente. O Dia Mundial da Vida Selvagem 2026 irá centrar-se em algo que por vezes tomamos como garantido: o valor das plantas medicinais e aromáticas para a nossa saúde e para a vida de muitas comunidades.
Estas espécies fazem parte do conhecimento tradicional e dos cuidados de saúde primários em muitos lugares do mundo. Mas também enfrentam ameaças reais, como a perda de habitat, a sobreexploração ou as alterações climáticas.
Por isso, este dia também convida a algo muito importante. Trabalhar em conjunto para as proteger e garantir que possam continuar a cuidar de nós hoje… e amanhã.
E não é para menos, pois, embora muitas vezes não percebamos, o uso de plantas medicinais e aromáticas é muito mais comum do que imaginamos. Estima-se que em todo o mundo sejam colhidas entre 50 000 e 70 000 espécies, e milhares delas são regulamentadas para evitar o seu desaparecimento.
Para muitas famílias, estas plantas não são apenas parte da sua cultura ou do seu kit de primeiros socorros natural, mas também uma fonte essencial de rendimento. Na verdade, uma em cada cinco pessoas no mundo depende de plantas silvestres, algas ou cogumelos para se alimentar ou ganhar a vida. Em zonas rurais e remotas, o seu cultivo e colheita podem fazer a diferença.
Além disso, o mercado global de produtos naturais e medicina tradicional movimenta milhares de milhões todos os anos. Por isso, proteger estas espécies não é apenas uma questão ambiental, mas também de equilíbrio, justiça e sustentabilidade para as comunidades que delas dependem.
Por isso, a preservação da vida selvagem integra os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos em 2015 como “um apelo universal para garantir que, até 2030, todas as pessoas possam viver com paz e prosperidade”.
Entre estes 17 objetivos, destacam‑se a proteção dos ecossistemas terrestres e marinhos. A ONU recorda que a flora fornece 80% da alimentação humana, que as florestas são fonte essencial de ar e água e que os oceanos tornam a Terra habitável. No entanto, apenas 15% do planeta está protegido, cerca de 7.000 espécies animais continuam a ser alvo de comércio ilegal e 30% das espécies de peixe encontram‑se sobre‑exploradas, um efeito dominó que compromete a sustentabilidade global.
É por isso que o Dia Mundial da Vida Selvagem funciona como uma plataforma para exigir medidas urgentes que garantam um futuro seguro para as gerações presentes e futuras.
Como celebrar o Dia Mundial da Natureza com o seu animal de estimação?
A melhor forma de assinalar esta data é dedicar tempo de qualidade à sua mascote, não apenas neste dia, mas ao longo de todo o ano.
Existem inúmeras atividades que podem fazer juntos, como visitar parques para cães ou espaços naturais onde o seu companheiro de quatro patas possa sentir‑se livre e interagir com outros animais. Leve consigo uma bola ou frisbee ou outros brinquedos para tornar o passeio ainda mais divertido.
Outra opção é realizar percursos pedestres em zonas afastadas do ritmo das cidades. Nestes casos, é importante considerar a condição física do seu cão, as condições meteorológicas e preparar uma mochila com o essencial: trela, comida, bebedouro portátil e até um pequeno kit de primeiros socorros. Não se esqueça dos sacos descartáveis para recolher os dejetos.
Com a chegada do bom tempo, uma escapadinha à praia pode ser uma excelente alternativa. Muitas praias já permitem o acesso a animais de companhia. Basta preparar a mochila como sugerido e desfrutar de um dia diferente ao ar livre.
Independentemente da atividade escolhida, é fundamental garantir que o seu cão tem as vacinas em dia e está devidamente desparasitado, evitando assim o risco de parasitas durante as aventuras ao ar livre.
Na Kiwoko, unimos forças com associações e abrigos para incentivar a adoção e acabar com o abandono. Se quiser beneficiar da melhor companhia e fazer crescer a sua família, não perca o nosso post “Tudo o que precisa de saber antes de adotar"!
